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COLUNA DO MAGNO ANDRADE: O que fazer quando as provas dos alunos chegam?

Texto 16

A tensão paira no ar.

A vigésima aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio está próxima. No domingo, dia 4 de novembro, os candidatos farão as provas de linguagens e redação. E, nos dias que antecedem a prova, muitos de meus alunos aumentam seu ritmo de estudos e chegam ao ponto de surtar.

Mas será que está mesmo na hora de intensificar os estudos e de buscar aprender conteúdos novos?

Imagino que o contrário deve ser feito: o ritmo deve cair e a preocupação dos alunos com sua saúde deve crescer. Creio nisso porque já tive alunos que foram parar no hospital um dia antes da prova, devido a uma crise de ansiedade.

Apesar disso, convencer os estudantes de que o ritmo deve ser amenizado é difícil. A baixa autoestima faz com que eles acreditem que não sabem nada. E muitos tentam diminuir essa sensação estudando sem parar. Alguns chegam até mim e perguntam o que devem fazer. Pedem dicas. Orientações. E eu dou: Diminua o ritmo dos estudos, cuide de si, saia, relaxe um pouco. Você já estudou tudo o que podia até o momento. Revise o que já sabe, mantenha seu foco e descanse.

Nesta semana, ao entrar em uma sala de aula, vi que, no quadro, havia uma vasta matéria sobre o sistema respiratório, com um desenho do pulmão e várias conceituações. Apaguei o quadro, já que precisava dele limpo para dar a minha aula, e, enquanto fazia isso, pensava nos alunos: Eles estão aqui desde cedo. Já tiveram diversas aulas, acabaram de saber como funciona o sistema respiratório e terão, agora, uma aula sobre regência verbal e nominal. Minha vontade era de fazer uma roda, conversar, contar casos, deixar que eles falassem, descontraíssem. Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Acabei ministrando a aula programada.

O momento que precede provas importantes (sejam nacionais, como o ENEM, sejam de fim de etapa/bimestre) deve ser vivenciado com calma por todos nós, professores e alunos. Nossos discentes tendem a ficar tensos e ações que intensificam essa sensação não são coerentes com a nossa prática. Como orientadores do processo educativo, devemos ajudá-los, encorajá-los, mostrar a eles suas capacidades e procurar fazer com que acreditem que podem conquistar seus objetivos.

(Eu sou o Magno Andrade, um jovem professor transformador e fora dos padrões, que acredita que uma educação pública, democrática e de qualidade é direito de todos e fonte para uma mudança social.)

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