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COLUNA DA VIVI VIEIRA: Quanto seu aluno participa do seu planejamento?

Texto 9

Sei que o semestre já começou e que, provavelmente, você já entregou ou está prestes a entregar o planejamento do segundo semestre, certo?

Tenho certeza que você se empenhou ou tem se empenhado bastante para torná-lo o mais abrangente possível, respeitando as dificuldades e o perfil dos seus alunos.

Mas você já parou para pensar que os alunos podem participar desse momento? Que eles podem contribuir no seu planejamento com ideias e sugestões? Que eles podem ser seus aliados? É possível! E eles ficam muito mais interessados quando isso acontece.

Boa parte dos alunos de hoje acessam a internet e obtém informação de maneira rápida e diversa. Podemos aproveitar essa facilidade que os alunos possuem para ouvi-los e perceber o leque de possibilidades que podemos explorar para enriquecer o dia a dia na sala de aula, com sugestões vindas deles.

Quando os alunos se sentem ouvidos e participantes, eles se tornam parte ativa desse processo e, com certeza, se apropriam mais do que será discutido. Aos poucos, eles vão buscando estudos autônomos e se aprofundando no assunto que será trabalhado.

Traz também um grande bem-estar. É muito bom saber em que seremos avaliados e quais as expectativas que o outro espera de nós. Quando o aluno tem acesso ao planejamento – e participa dele –, saberá, de fato, o que se pretende com os objetivos listados e quais as expectativas do professor.

Temos o nosso “pedagogês” ao fazer o planejamento. É natural acharmos que eles não entenderão o que irá acontecer e o porquê de cada objetivo. Mas, certamente, com um bom bate-papo, recheado com uma boa escuta, eles compreenderão todo o processo – até mesmo os mais pequeninos.

Quando permitimos que os alunos acessem o planejamento, fazemos valer o que está escrito em muitos PPP’s: o tão falado protagonismo.

O aluno é sujeito de sua aprendizagem, é protagonista! E como ele assumirá esse papel se não participa da construção desse caminhar?

Nós, professores, precisamos assumir o papel de sermos uma “espécie” de diretor de Artes Cênicas, que tem o roteiro nas mãos e que está à disposição para ajustar, orientar e sugerir caminhos para que a cena fique bem executada. O protagonista recebe o roteiro antes, analisa, sugere, interpreta, coloca sua marca e personalidade na personagem que está em suas mãos. O protagonista, nesse caso, é o próprio aluno, e a personagem, sua aprendizagem.

(Eu sou a Vivi Vieira, mãe e professora. Pedagoga e psicopedagoga, formada pela Universidade do Vale do Paraíba / Univap. Atualmente, sou coordenadora pedagógica da Espiral Escola Viva. Trabalho também como formadora de professores, coordenadores e diretores pelo Brasil.)

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