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COLUNA DA VIVI VIEIRA: Perdi a linha, e agora?

Texto 3

Sabe aqueles alunos que nos fazem perder a linha? Que nos causam uma grande irritação, pois estão testando a nossa autoridade? E quando há um conflito entre alunos que desequilibra todo o grupo e o professor? Esses momentos são valiosos e nos ensinam muito, pois, através deles, podemos exercitar a empatia e a inteligência emocional.

A inteligência emocional é a capacidade de reconhecer e avaliar seus sentimentos e os do outro, de saber lidar com eles. Goleman (1998) definiu a inteligência emocional como a “capacidade de identificar nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos”.

Como administrar nossa inteligência emocional quando estamos em sala de aula, sozinhos, tendo que atender às demandas dos alunos? Como controlar nossas emoções e preocupações pessoais, e ainda manter uma postura profissional? A gente facilmente perde a linha. É difícil, não é? Mas não é impossível!

Vivenciando conflitos entre os alunos, ou entre um aluno e eu, fui percebendo, ao longo desses anos, que não precisava entrar em confronto para deixar claro para a turma quem é que mandava ali. Isso só me desequilibrava e tornava o momento caótico. Tomar distância, resolver a questão num momento em que ambos estão mais calmos, pedir ajuda a outro professor para mediar o conflito, foram ferramentas que fui adotando e que geraram muito mais aprendizagem do que desconfortos.

Os alunos estão construindo seu ser, estão conhecendo suas emoções, e é comum que queiram colocar à prova a autoridade do professor. Tomar distância não fere nossa autoridade, pelo contrário, ensina na ação a capacidade de lidar com problemas, ter empatia e bom senso. O professor ensina aquilo que ele é e não o que ele diz.

Ao resolver o conflito, temos a necessidade de buscarmos culpados. Nesses momentos, não há necessidade de fazermos isso. Somos humanos! Temos emoções! Ouvir o que o outro sentiu e o que o levou a tomar aquela atitude, sem julgamentos, fará com que façamos uma reflexão ainda maior. Começaremos a nos compreender por dentro e por fora. Também ajudará para que nossa percepção sobre o outro aumente. Esse exercício deve ser feito por todos os envolvidos, inclusive nós, professores.

Referência:

GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. 419 p.

(Eu sou a Vivi Vieira, mãe e professora. Pedagoga e psicopedagoga, formada pela Universidade do Vale do Paraíba / Univap. Atualmente, sou coordenadora pedagógica da Espiral Escola Viva. Trabalho também como formadora de professores, coordenadores e diretores pelo Brasil.)

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