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COLUNA DA VIVI VIEIRA: É preciso fortalecer a práxis

Texto 15

É PRECISO FORTALECER A PRÁXIS

O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.

Guimarães Rosa

Olhando para trás, analisando o caminho percorrido em 2018, percebo muitas indagações a serem sanadas, outras surgindo e algumas afirmações se fortalecendo. Todos que passaram por esse caminho, inclusive você, querido leitor, me ajudaram a organizar esses questionamentos e minhas futuras resoluções e mudanças.

Por nossa sorte, pelo menos acho que sim, é impossível passarmos um ano igual ao outro. Conhecemos novos colegas de profissão, novas famílias e alunos. E cada um deles traz consigo suas particularidades, que nos fazem crescer como pessoa e profissional. Ao lidar com essas novas relações, é impossível repetir as mesmas ações educacionais.

Além dessas novas relações que sempre aparecem, há mudanças de gestão, de formas de registrar os processos e novos documentos que vêm de outras instâncias para analisarmos e colocarmos em prática.

Neste ano, a BNCC, por exemplo, foi um desses documentos e, para algumas áreas, exigirá um novo formato de olhar e trabalho; para outras, poucas mudanças. Mas o que fica – algo que, durante o ano, tentei reforçar aqui e acolá – é abrir a possibilidade de trocas com os docentes e discentes para ampliar o trabalho. Talvez seja o nosso eterno desafio: tentar desconstruir a imagem daquele educador detentor do saber absoluto que habita em nós. E a BNCC veio mostrar que não estamos e nem devemos ficar sós.

Neste ano, nossa educação foi posta à prova, assim como a forma como trabalhamos o pensamento crítico com nossos alunos em todas as faixas etárias. Esses questionamentos estão despertando em nós o desejo de ficarmos cada vez mais unidos, e urge deixarmos claro o que fazemos em sala de aula.

No próximo ano, precisaremos de força e união. Vamos deixar clara a práxis (teoria e prática), para mantermos o sonhado respeito profissional. Precisaremos também fazer uma análise do que passamos em 2018, para nos ajudar a perceber quais aspectos serão necessários mudar, quais vamos manter ou descartar. O mais importante é estarmos certos do porquê dessas escolhas, por isso, a relevância de deixarmos clara a práxis.

Quando entendemos os porquês de nossas ações, conseguimos manter um discurso consistente e confiante para os que estão ao nosso redor.

Que, no próximo ano, sigamos firmes e corajosos. Que não deixemos de perder de vista a clareza de nossa prática, só assim seguiremos firmes em nossa caminhada. Coragem, professor!

(Eu sou a Vivi Vieira, mãe e professora. Pedagoga e psicopedagoga, formada pela Universidade do Vale do Paraíba/Univap. Atualmente, sou coordenadora pedagógica da Espiral Escola Viva. Trabalho também como formadora de professores, coordenadores e diretores pelo Brasil.)

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