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COLUNA DA MARIA DA GRAÇA MOREIRA: Inovar

Texto 1

Todo ano letivo se inicia com muitas expectativas. É o período do ano em que planejamos: desenhamos novos projetos, programamos atividades a serem realizadas, criamos de novas ideias... Sejam pessoais, profissionais ou familiares. Este é o momento privilegiado para pensar em inovações e colocá-las em ação!

Inovar pode ser entendido sob diversas conceituações. Segundo o Dicionário Aurélio, inovar é “realizar algo novo ou que nunca havia sido feito antes”. As definições do dicionário, embora não se refiram especificamente ao contexto educacional, apontam para o movimento, a ação de fazer algo novo, introduzir um elemento novo. Bem, o novo não precisa ser completamente diferente de tudo o que existia, mas pode ser “alguma coisa nova”.

Pensando em nossa sala de aula, temos inúmeras oportunidades para introduzir coisas novas, desde aquelas inovações menores, como alterar a organização das carteiras, ou grandes inovações, como introduzir um novo método.

Entretanto, para iniciar um grande projeto, é necessário dar o primeiro passo.

Vamos pensar sobre o exemplo da alteração da posição das carteiras na sala de aula: e se organizássemos as carteiras em pequenos grupos, dispostas em círculos? Parece uma alteração mínima, quase sem consequências para o dia a dia. Mas é muito mais interessante, pois os alunos poderão “ver” os colegas do pequeno grupo, ampliar a interação entre eles, trocar ideias, compartilhar mais.

Numa visão conservadora, o novo, usualmente, se contrapõe ao antigo, ao velho, conferindo a ideia de que o velho é ruim ou ultrapassado, passível de ser descartado e o novo é bom, é melhor, e aponta para o futuro. Mas será verdade?

Nem sempre...

Ao refletir sobre o contexto educacional entendemos claramente que nem sempre o novo é melhor, mas nem sempre é pior, e nem sempre é mudar para fazer o mesmo! Assim, precisamos analisar criticamente as inovações ao introduzi-las no nosso fazer pedagógico. Mas de quais inovações estamos falando? Em que direção? Para quem? Quem as faz?

Refletir sobre onde estamos e planejar onde queremos chegar é uma boa ideia para começar. Fazer um diagnóstico dos alunos que estão chegando às nossas salas é uma ação riquíssima, pois nos afastamos daquela imagem que conhecemos e passamos a enxergar os alunos em suas singularidades, com seus repertórios, suas falas, seus medos, seus projetos, seus pensamentos. Assim, podemos conhecê-los melhor.

Você conhece seus alunos? O que os motivaria a aprender mais? O que os instigaria a pesquisar, se envolver com as atividades? O que despertaria sua curiosidade? O que você, professor, pode planejar neste início de ano para inovar em sua sala de aula?

(Eu sou Maria da Graça Moreira, professora da pós-graduação em Educação: currículo, em Novas Tecnologias na Educação da PUC SP. Acredito na leitura crítica e na escrita no mundo e na cultura digital, com nossas palavras.)

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