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COLUNA DA MARIA DA GRAÇA MOREIRA: Como colocar em ação as BNCC?

Texto 5

Um dos grandes e acalorados debates que tenho participado neste ano é sobre como colocar em ação as Bases Educacionais Comum Curriculares (BNCC). Surgem muitas dúvidas e, em especial, os colegas professores se questionam se a BNCC irá substituir o currículo da escola.

Esse debate envolve uma reflexão inicial importantíssima, e estamos em boa hora para iniciá-la: o currículo!

A imagem mais comum que vemos sobre o currículo é a de uma “grade curricular”: a organização escolar seriada, sendo que cada série corresponde a um período de tempo determinado, distribuído em disciplinas, as quais, por sua vez, têm sua frequência em períodos menores (aulas). Pode-se aqui dizer que essa é uma visão relacionada com a organização da prática escolar.

Mas existem outras visões que associam o currículo à trajetória ou às experiências de aprendizagem escolares vividas pelos estudantes: seja no período regular ou no contraturno, nas reuniões de professores, nas brincadeiras do recreio, nos estudos em grupo, nas produções, nas comemorações etc.

O currículo é dinâmico e possui uma história, que se constrói e se reconstrói pelo movimento do planejamento, da implantação, da prática docente, dos alunos e de sua avaliação. Ele reproduz as concepções de determinado grupo em uma determinada época, bem como os valores e a intencionalidade educacional. É influenciado pelos contextos local, social, histórico, cultural e político – externos à escola – e pela permeabilidade entre seu interior e exterior.

Retomando nossa questão inicial: a BNCC é o currículo?

A BNCC é um conjunto de orientações (objetivos a serem alcançados) para que a escola possa construir seu currículo (como irá alcançá-los). Para colocar a BNCC em ação, de acordo com contexto de cada escola, os principais protagonistas são os professores, os gestores e os agentes administrativos. A escola conta também com a participação das famílias e dos que giram em seu entorno para contribuir com o debate.

Assim, toda a comunidade escolar pode ser mobilizada para analisar e compreender as Bases. Essa análise envolve o “olhar para dentro”, refletindo sobre as concepções e práticas de cada um de nós da escola para a construção do nosso currículo.

Como anda o debate sobre o currículo em sua escola?

(Eu sou Maria da Graça Moreira, professora da pós-graduação em Educação: currículo, em Novas Tecnologias na Educação da PUC SP. Acredito na leitura crítica e na escrita no mundo e na cultura digital, com nossas palavras.)

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