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COLUNA DA MARIA ALZIRA LEITE: Um tempo para descansar

Texto 10

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...

(QUINTANA, 2003, p. 55)

Já estamos bem próximos do recesso. Nesta última semana de junho, já sinto a fadiga consumindo as minhas ações. Olho para a minha mesa e ainda vejo atividades para correção, lançamento de notas e reuniões.

Rapidamente, desvio o meu olhar e vou para o sofá. Eu costumo dizer que, quando me sinto muito esgotada, a minha vontade é de assistir às novelas mexicanas. É de ficar parada, ali, em frente à televisão, olhando para o nada. Diante desse cenário, percebo que é necessário um tempo para descansar!

Como docente, noto que é muito difícil pararmos! Há indícios de que qualquer espaço de tempo, para nós, seja o momento de avançarmos no trabalho, em outras palavras, “colocá-lo em dia”.

E isso não é bom! As pesquisas e os relatos dos próprios colegas têm indicado que os níveis de doença e estresse entre os professores são bem preocupantes. As exigências da nossa profissão, aliadas às condições envolvendo o trabalho, geram afastamentos em um ritmo elevado. Podemos interpretar esse contexto de adoecimento como um alerta para a necessidade de mudanças. E, talvez, agora, seja o período para resgatarmos hábitos que possam corroborar com o nosso bem-estar.

Não quero reproduzir, aqui, o discurso médico do “é preciso fazer X”. Gostaria de convidá-lo a olhar no espelho e, ainda, se perguntar: quem é você, professor? O que você gosta de fazer, além de trabalhar? Você deseja interagir com quem, além dos alunos e colegas de trabalho? As respostas talvez possam contribuir com uma organização pessoal, ligada ao próprio prazer!

É claro que o modo como cada um vai planejar os seus horários de descanso vai depender daquilo que promove o seu bem-estar físico e mental. O importante é encontrar um espaço de valorização para você mesmo!

O recesso, agora, para você, professor, não é um privilégio! Mas, sim, uma necessidade! Essa consciência pode garantir a manutenção de energias físicas e mentais!

(Eu sou Maria Alzira Leite, professora transformadora, pesquisadora de temas que envolvem discursos de/sobre professores. Atualmente, estou como docente no Centro Universitário Ritter dos Reis/UniRitter, em Porto Alegre-RS.)

(Eu sou Maria Alzira Leite, professora transformadora, pesquisadora de temas que envolvem discursos de/sobre professores. Atualmente, estou como docente no Programa de Pós-graduação do Centro Universitário Ritter dos Reis – UniRitter, em Porto Alegre-RS.)

Referência:

QUINTANA, Mario. Nova Antologia Poética. 9. ed. São Paulo: Globo, 2003, p. 55.

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