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COLUNA DA MARIA ALZIRA LEITE: A EAD bate à nossa porta!

Texto 12

O “novo” mobiliza, além do conhecimento, a emoção. E, nesse movimento, o medo e o não saber lidar com o próprio fazer docente se solidificam quando tentamos ancorar o(s) conflito(s) (LEITE, 2017, p. 15).

O cenário contemporâneo da “sociedade em rede” nos instiga a reconstruir diferentes formas de simbolização e representação do conhecimento. Nesse contexto, como professores, tentamos aprimorar as nossas estratégias de ensino e aprendizagem, tentando integrá-las às múltiplas ações didático-pedagógicas.

Assim, num alvorecer de uma possível nova era, a Educação a Distância ganha espaço e bate à nossa porta! Arrisco-me em dizer que, há muito tempo, esse chamado insiste...

Alguns docentes são bem receptivos e abrem a porta para o “novo”. Observo que, mesmo sem um planejamento de formação para professores, em algumas instituições, os docentes tentam avançar como âncoras ao apresentarem as aulas. Numa busca rápida no YouTube, é possível visualizar o ministrar de uma aula ainda tímida, robótica, pautada no texto lido num teleprompter. Outros professores, além de serem mais resistentes às novas tecnologias também são mais conservadores no próprio conceito de aula, apreciando, então, o ensino presencial.

Cabe destacar que não estou aqui para julgar determinadas representações sobre o que é uma aula, o ensino, ou o que é ser professor. Gostaria, apenas, de instigá-los a pensar sobre uma possível realidade.

Acredito que muitos já possuem ciência das fragilidades imbricadas nos cursos de licenciaturas, que vão desde o desinteresse de jovens pela profissão até os combos das disciplinas, prevendo-se, assim, salas de aula com 90 alunos e a evasão desses alunos.

Nesse viés, percebo o crescimento de um discurso e, ainda, de ações que fomentam a Educação a Distância. Sinceramente, eu não saberia dizer, nesse momento, se a Educação a Distância é um “faz de conta” ou se realmente poderia ser um caminho para repensarmos a formação e o resgate das licenciaturas, principalmente.

Independentemente do que acontecer, a formação dos professores a distância deve ser planejada não somente para o uso das novas tecnologias da informação e da comunicação. É necessário ter em vista a formação docente, considerando a prática pedagógica nesse panorama de transição.

(Eu sou Maria Alzira Leite, professora transformadora, pesquisadora de temas que envolvem discursos de/sobre professores. Atualmente, estou como docente no Centro Universitário Ritter dos Reis/UniRitter, em Porto Alegre-RS.)

Referência:

LEITE, Maria Alzira. Olhares para o professor: representações e discursos. 1. ed. Colatina: Clock-book, 2017. v. 1. 209 p.

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