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COLUNA DA MAISA DE FREITAS: As tecnologias digitais a nosso favor

Texto 9

Em um texto que publiquei anteriormente (Guarde esse celular) a respeito do uso do celular na sala se aula, me referi à dificuldade que nós, professores, ainda temos para conciliarmos o uso desses aparelhos na escola com alunos do Ensino Fundamental. Apesar disso, agora, eu gostaria de ressaltar os benefícios que as tecnologias digitais também podem nos oferecer na área da Educação, ao contribuírem para ampliar as nossas possibilidades de aprendizagem. Refiro-me aos grupos de WhatsApp, aos canais do YouTube, a aplicativos e ao Facebook. Citarei alguns exemplos.

Em relação ao WhatsApp, vem se tornando comum a criação de grupos entre professores e alunos para o compartilhamento de informações sobre conteúdos escolares. Sobretudo em véspera de provas, o WhatsApp contribui para que eles estudem e tirem dúvidas com os colegas ou com a ajuda do professor, fora do ambiente escolar. Foi o que identifiquei em minha pesquisa de mestrado com alunos do Ensino Médio de um Instituto Federal. Venho trabalhando a ideia de utilizar o WhatsApp como uma ferramenta de troca de informações com os meus próprios alunos do Ensino Fundamental da rede pública de ensino. O desafio é encontrar uma estratégia que concilie a minha disponibilidade de tempo com um número elevado de alunos. Uma sugestão, a princípio, é fazer um grupo com os representantes de turma para que eles, por sua vez, compartilhem as informações com seus grupos da sala, que já existem. Isso pode contribuir para ampliar as possibilidades de ensino e aprendizagem para além do livro didático e para a economia de material impresso.

A respeito do YouTube, tem sido muito frequente os alunos me perguntarem se podem estudar para a prova por meio de vídeo-aulas para reforçar a matéria. Acho muito interessante a iniciativa, pois, em meus estudos pessoais, também utilizo esse recurso. A diferença, a meu ver, entre uma aula na escola e uma vídeo-aula em casa, é que, nesse último espaço, temos o controle do tempo da nossa aprendizagem e estamos mais concentrados. Além disso, muitos alunos acompanham avidamente canais no YouTube que abordam diversos assuntos, como os países e sua cultura, o Sistema Solar e até mesmo sobre política e economia. Às vezes, me surpreendo com comentários que eles fazem de assuntos que eu nem sabia. Sem contar que muitos deles têm o interesse de se tornar youtubers e alguns até já têm canais próprios.

A respeito dos aplicativos, o de mapas já me beneficiou em algumas situações em sala. Quando precisamos saber onde fica algum país, ilha ou região, logo procuramos no Google Maps para, rapidamente, achar a localização. Penso que, para os demais professores, deve haver muitos outros aplicativos interessantes também.

Em relação ao Facebook, ultimamente, tenho tido apreço por grupos relacionados à área da Educação que compartilham diversas experiências e sugestões de atividades com os alunos. Inclusive, a rede Professores transformadores me ajudou a trilhar novos caminhos e a encontrar outros grupos da minha área de atuação, que é a Geografia. Nessa semana, por exemplo, obtive diversas sugestões para a realização de trabalhos sobre a Copa do Mundo. Lembro-me também de ter aprendido, on-line, alguns assuntos relacionados a concursos com pessoas que se encontravam na mesma situação que eu. Essas interações em comunidade me permitiram ficar atenta a datas importantes, a adquirir apostilas e vídeos para estudo e a obter ajuda com todo o processo para a efetivação no cargo de professora, quando passei no concurso. Sou muito grata a essas pessoas.

É nessa perspectiva que venho tentando (re)pensar formas para compartilhar conhecimentos com os meus alunos, de horizontalizar o processo educativo e de oferecer possibilidades, assim como aprender o que eles também já trazem. Sigo tentando encontrar maneiras para conciliar as tecnologias digitais nas minhas práticas docentes, ainda que, na escola, tenhamos algumas restrições. Como sempre, sugestões são bem-vindas.

(Eu sou a Maisa de Freitas, colunista da rede Professores transformadores. Sou professora de Geografia e mestra em Educação. Atuo na rede pública de ensino e acredito que pequenas ações realizadas em parceria possuem um grande poder transformador.)

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